O MPL está em coma, mas ainda não morreu


Acreditamos que todos os coletivos do MPL devem participar desse debate, e publicamente. Por Tarifa Zero Goiânia

O MPL, enquanto federação, está passando por uma grave crise. Crise esta que tem levado a vários desligamentos, em vários coletivos da federação, alguns dos quais seguidos de críticas públicas. E, na verdade, tais críticas não têm sido feitas apenas por militantes que se desligaram do movimento. O Tarifa Zero Goiânia entende que todos os coletivos do MPL devem participar desse debate, e publicamente. Acreditamos que todos eles devem estar presentes nesse momento crucial para a definição dos rumos do movimento. Por essa razão, optamos por trazer o debate novamente para este site, que tem sido uns dos principais palcos dessa polêmica.

thedarkknight1As críticas públicas começaram em maio, com a publicação, neste site, da carta de desligamento de três militantes do Tarifa Zero Salvador (disponível aqui). As razões apontadas para o desligamento foram: estaria havendo um choque entre, de um lado, a proposta de conversão do coletivo num movimento social e num instrumento de luta da classe trabalhadora e, de outro, a imposição de restrições ao ingresso de pessoas que queriam participar do coletivo; o trashing – ou o assassinato de reputação, que consiste em converter disputas políticas em ataques pessoais – estaria sendo praticado contra os militantes que estariam defendendo uma maior abertura do coletivo, tanto a novos militantes quanto a concepções de luta divergentes; haveria um esforço para construir consensos, mesmo diante da prática do trashing, tornando as decisões lentas; estaria sendo imposto um ambiente em que os laços de amizade estariam se sobrepondo aos debates políticos, ideológicos e estratégicos; entre outras. O coletivo de Salvador respondeu publicamente à carta, neste mesmo site (como se pode conferir aqui), afirmando que: o coletivo estaria vivendo uma situação marcada por hostilidades mútuas, que partiam de divergências teóricas, metodológicas e organizacionais, das quais teriam resultado desconfianças sobre as práticas políticas de algumas pessoas; conflitos ligados a relações pessoais estariam se desdobrando em conflitos políticos; uma parcela do coletivo, que não teria se alinhado a nenhuma das tendências em disputa, teria ficado omissa em relação aos ataques mútuos; o coletivo estaria passando por um processo de bipolarização e por tentativas de enquadrar os militantes em geral num dos lados da disputa; o conceito de trashing, utilizado na carta de desligamento, seria de difícil discernimento, tornando-se necessário debater sobre como proceder diante da prática do trashing; a melhor maneira de superar tais problemas, em qualquer organização, seria através de debates internos, evitando expor questões de funcionamento interno; e as pessoas acusadas de realizar o trashing estariam sob avaliação, do que dependeria a sua permanência no coletivo.

Mais tarde, em junho, foi divulgada, no meio de comunicação oficial da federação, uma carta de desligamento de seis militantes do MPL-SP. A carta continha críticas semelhantes: haveria um impasse entre, de um lado, um esforço de organização em bairros, escolas e locais de trabalho, que tornaria o MPL-SP uma organização mais ampla e um instrumento de luta da classe trabalhadora, e, de outro, a manutenção do MPL-SP como um grupo fechado, baseado em vínculos de afinidade e identidade; haveria uma predominância de vínculos identitários e construídos ao redor de símbolos e laços pessoais; haveria uma relutância em abrir mão de ações simbólicas, voltadas para a disputa do debate público e dos planejamentos do Estado; o coletivo estaria mais preocupado em manter o seu nome e a sua identidade; o coletivo estaria frequentemente imerso em desgastes e acusações internas; o coletivo estaria adotando uma postura sectária; dentro do coletivo, estariam sendo impostos obstáculos à ampliação das pautas; também haveria uma ausência de discussões qualificadas sobre conjuntura e uma dificuldade de construção de espaços de reflexão coletiva, além de um desestímulo à reflexão autônoma; disputas de poder estariam ocorrendo, mas não estariam se desenrolando abertamente, devido à busca incessante pelo consenso; a formação de frações e tendências internas seria vista como uma ameaça ao coletivo; divergências estariam sendo convertidas em falta de confiança política; e estaria havendo uma confusão entre disputa de projetos e questões de gênero. A carta finaliza com uma crítica à publicação, neste site, do direito de resposta de um ex-militante do MPL-RJ acusado de agressões de gênero (disponível aqui), considerando que tal publicação não contribuiu com o debate sobre as questões de gênero.

greysanatomy1Em seguida, no mesmo mês, veio a público um artigo de um militante do Tarifa Zero Goiânia, que trazia outras críticas (disponível aqui): o MPL estaria demonstrando uma reduzida capacidade de geração e de difusão de relações autônomas nos campos político e econômico; o movimento estaria demonstrando pouca eficácia no enfrentamento à repressão estatal; haveria uma ausência de vínculo orgânico entre o movimento e os trabalhadores do setor dos transportes e de outros setores econômicos; os coletivos do MPL estariam experimentando uma autonomia restrita, isolada e inovensiva; o MPL estaria se reduzindo a um processo de pensamento, a uma ideologia. O autor buscou as razões para a crise atual do MPL, de um lado, na composição social do movimento, que seria composto majoritariamente por estudantes afastados ou precariamente inseridos no mundo do trabalho, o que dificultaria o estabelecimento de um vínculo orgânico do movimento com trabalhadores plenamente inseridos no campo da produção, e, de outro, na política de identidade defendida por uma parcela do movimento, que estaria levando à burocratização do MPL, afirmando novos privilegiados no contexto da luta contra os privilégios e levando à instrumentalização de denúncias de agressão para a supressão e o isolamento de divergências e oposições políticas. A política de identidade estaria levando, também, à desagregação da solidariedade de classe, substitindo-a por solidariedades baseadas em identidades de gênero e raciais. As soluções apontadas pelo autor seriam, principalmente, a busca de uma unidade de ação com os trabalhadores do setor dos transportes e a realização de um trabalho de base em escolas e locais de moradia, além do combate à burocratização e à desagregação da solidariedade de classe dentro do MPL. Além do mais, segundo o autor, depois de junho de 2013, o movimento teria se preocupado mais em resguardar os seus princípios iniciais, libertários, do que em massificar a luta, apresentando reservas quanto ao ingresso de novos coletivos e não colocando em prática uma colaboração efetiva entre os vários coletivos já federados. E o movimento estaria nutrindo desconfianças políticas em relação a pessoas interessadas em militar e em relação a antigos militantes. Estas últimas por causa de divergências políticas, sobretudo as relativas às questões de gênero. Como resultado, o MPL estaria se limitando a encenar ou ritualizar a autonomia proletária.

Mais tarde, em julho, mais dois militantes do MPL-SP se desligam do coletivo e publicam uma carta repleta de críticas (disponível aqui): o texto afirma que os conflitos de ideias não teriam atuado em favor do movimento; que a divisão do coletivo em comissões regionais, que teriam autonomia deliberativa e serviriam como espaço de formação política, teria esbarrado numa desconfiança política em relação às pessoas que se aproximavam do movimento; que estaria sendo minada a diversidade do coletivo, impedindo-o de superar a perspectiva das revoltas populares; que o coletivo estaria passando pela afirmação de grupos de afinidade, sobretudo relacionados às questões de gênero; que pessoas consideradas confiáveis estariam estabelecendo práticas punitivistas que estariam levando à exclusão de militantes; que estaria havendo uma confusão entre o pessoal e o político, o que estaria se manifestando na prática do trashing; que, por essas razões, estaria se difundindo um pavor relativo à possibilidade de exclusão; que o coletivo de mulheres do MPL-SP estaria arrogando-se um papel decisivo na organização do movimento, a partir de uma concepção inquestionável de feminismo; que divergências em relação a essa concepção de feminismo estariam sendo taxadas de machismo. Além disso, o texto faz uma grave denúncia: a de que os autores da carta, junto com outro companheiro, foram submetidos a um processo “inquisitorial” e “instados a ‘abjurar’ suas posições” referentes às questões de gênero, logo após a publicação, neste site, do já referido direito de resposta. Segundo a carta, os dois autores, esse companheiro e o site foram desqualificados, e o site foi acusado de “entrismo”. E, por fim, denuncia-se que a co-autora da carta foi vítima de trashing em espaços do coletivo.

Em seguida, ainda em julho, o MPL-SP divulgou uma nota pública (disponível aqui) em que se afirma que: a discussão de gênero seria um processo dinâmico, sendo a autocrítica e a revisão de posições elementos fundamentais para o avanço desse processo; haveria um consenso mínimo, no interior do MPL-SP, a respeito do que seria um movimento horizontal que se posiciona contra todas as formas de opressão, inclusive o machismo: as organizações de esquerda não estariam automaticamente imunes às opressões, e a descontrução de preconceitos e imposições sociais seria um processo cotidiano, que passaria pela politização das relações pessoais e das posturas dos militantes; em caso de agressão, quem deveria ter voz e apoio é a pessoa agredida, e dar voz a quem cometeu a agressão seria fazer coro com as pessoas que se omitem diante das agressões; o MPL-SP estaria respeitando e colocando em prática os espaços auto-organizados, entendendo-os como formas essenciais de empoderamento das mulheres e de construção da horizontalidade nos espaços mistos; a existência desses espaços não deveria passar pela solicitação, autorização ou aprovação de quem não vive o lado mais fragilizado da opressão de gênero; a auto-organização não seria uma cisão, não retiraria a discussão de gênero dos espaços mistos, e a fortaleceria; o MPL-SP não acreditaria no punitivismo estatal, como lógica para a desconstrução das opressões.

Por fim, recentemente, no início de agosto, veio a público a carta de desligamento de outro militante do MPL-SP (disponível aqui), que afirma que: depois de junho de 2013, o MPL não teria conseguido caminhar para a reorganização nacional e local, necessária para a superação dos seus limites anteriores, fechando-se em si mesmo; os seus princípios, que surgiram na luta contra a “velha esquerda”, teriam se tornando a sua própria doutrina, e o movimento teria começado a considerar a sua perspectiva de atuação como a única correta, considerando-se superior a outros agrupamentos de esquerda e privilegiando articulações com grupos guiados pelos mesmos princípios; haveria uma ojeriza à especialização, em nome da horizontalidade e da rotatividade de funções; a discussão democrática teria se convertido em rediscussões eternas de decisões, feitas a partir da vontade individual de cada militante; o movimento estaria tentando equacionar tensões e contradições pela via do consenso, o que estaria fazendo com que decisões fossem barradas por minorias e com que alguns militantes fossem constrangidos a não inviabilizá-lo, o que estaria, por sua vez, relacionado a reuniões longas e exaustivas; a discussão pública teria sido convertida em tabu: todas as discussões teriam de ser feitas internamente, para respeitar a construção coletiva, o que estaria aproximando o MPL das organizações que ele criticava; estaria prevalecendo – senão formalmente, na prática – a lógica dos grupos de afinidade, em detrimento da formação de um movimento amplo e horizontal; a criação de grupos exclusivos de mulheres, em diversas unidades da federação, estaria resultando na cristalização de espaços de poder dentro do movimento, que estariam restringindo informações e realizando formulações políticas paralelas, e desqualificando posições; depois de junho de 2013, teria se estabelecido uma disputa entre, de um lado, quem defendia manter o trabalho nas escolas e os atos centrais que o MPL-SP estava acostumado a fazer e, de outro, quem defendia uma organização nos bairros, o que teria resultado na criação de estruturas híbridas, que estariam impedindo ambos os projetos de serem levados adiante.

repomen1O Tarifa Zero Goiânia considera que tais críticas devem ser encaradas como críticas pertinentes e devem ser, portanto, debatidas seriamente e publicamente, e não internamente. Também consideramos que algumas denúncias feitas pelos críticos são muito graves, demandando um posicionamento oficial dos coletivos da federação, tais como a denúncia da sujeição de três militantes de São Paulo a um processo em que eles foram constrangidos a abjurar suas posições. Ainda que, recentemente, o MPL-DF tenha convocado um debate interno, a nível nacional, sobre tais críticas e dissensos, consideramos necessário realizar esse debate da forma mais aberta e transparente possível. E a abertura e a transparência se fazem mais necessárias porque o MPL, como atestado na sua Carta de Princípios (que pode ser conferida aqui), deve ser não um fim em si mesmo mas um meio para a construção de uma nova sociedade, um instrumento à disposição da classe trabalhadora para a transformação da sociedade. Acreditamos, portanto, que o debate público é mais compatível com uma noção do MPL enquanto instrumento à disposição da classe trabalhadora para a luta contra o capital.

Em Goiânia, passamos por um processo em que não conseguimos ampliar o coletivo e estamos nos fechando em nós mesmos. Vivemos um período de refluxo geral da luta e, por não conseguirmos nos inserir em bairros, estamos nos limitando ao trabalho de base em escolas. É um problema que não conseguimos resolver. Além dos limites de um coletivo pequeno, um dos elementos desse refluxo também pode ser encontrado na repressão organizada contra as lutas sociais na cidade. Somos a favor da descentralização da luta, ou seja, que ela não seja restrita ao coletivo de forma centralizada, visando a auto-organização dos trabalhadores em seus locais de moradia, estudo ou trabalho e com demandas que não apenas o transporte. Assim, temos um consenso em relação à necessidade de se fazer um trabalho de base de longo prazo, organizado em bairros e que possibilite a entrada de mais pessoas no MPL, mas que priorize a luta autônoma dos trabalhadores acima de qualquer pertencimento a siglas.

nightshift1Quanto às afinidades, vemos que são prejudiciais quando atrapalham o ingresso e a participação de pessoas que não fazem parte dos grupos de afinidade, e quando problemas pessoais deslocam-se para o âmbito político e atrapalham a dinâmica e o andamento do coletivo. As afinidades são inevitáveis e às vezes servem para agregar e criar laços de solidariedade. A acusação da existência de um grupo de amigos que teria impedido a dinâmica do coletivo e o ingresso de novos membros, no nosso coletivo, a nosso ver, é equivocada. Avaliamos, porém, que já pode ter havido um problema de trashing no nosso coletivo, praticado mutuamente, devido principalmente a desavenças pessoais. Foi um erro grave e entendemos que qualquer coletivo pode estar sujeito a esse problema, sendo que é necessário impedir que isso aconteça novamente. Se é inevitável fazer amizades ou ter afinidades em um coletivo, é totalmente necessário que as mesmas não sejam obstáculos à participação, livre opinião e transparência de informações.

Em relação aos espaços exclusivos, não há um consenso interno. Há, porém, um posicionamento em relação ao que foi acusado nas cartas de desligamento, como as coações e a prática do trashing. Funcionamos por espaço misto e nunca tivemos rupturas ou maiores problemas por conta de questões de gênero e espaços exclusivos. No caso da publicação do direito de resposta do ex-militante do MPL-RJ, também não há consenso, mas declaramos que não temos qualquer desconfiança política em relação aos militantes ou ex-militantes do MPL que participam do Passa Palavra. E entendemos, como questão óbvia, que não cabe ao MPL pautar o que o Passa Palavra vai publicar. Portanto, defendemos que deve haver uma pluralidade de opiniões também em relação às questões de gênero. Colocando-nos contra toda forma de opressão, também somos contra coações a militantes que discordam de certas práticas ou leituras das questões de gênero, repudiando a censura e outras posturas autoritárias.

No âmbito nacional, vemos que desde 2013 não conseguimos nos estruturar como federação, o que é um grande desafio. Tivemos ao menos uma grande oportunidade perdida, na construção de um movimento social que não seja apenas uma federação de coletivos quase isolados. Se não houver uma tentativa da federação para se reestruturar enquanto tal, não nos faz sentido permanecer na mesma. E ainda pensamos – constrangidos por ter que escrever o óbvio – que nessa tentativa de se reestruturar a federação deve-se pautar a questão do transporte pela perspectiva da tarifa zero.

nightshift2aDefendemos a perspectiva da Carta de Princípios do MPL como uma frente ampla e plural, portanto não devemos recear a participação de pessoas que vem de agrupamentos de esquerda que têm perspectivas diferentes. Mantemo-nos firmes na organização horizontal e na defesa contra aparelhamentos e burocratizações da luta social, mas entendemos e insistimos que o apartidarismo defendido nos princípios não é um antipartidarismo em que indivíduos de outras organizações de esquerda são rechaçados. O debate de ideias e a defesa contra a burocratização, aparelhamento e outras formas de oportunismo ou cooptação da luta são fatores a serem priorizados. Indivíduos de organizações partidárias podem participar do coletivo como indivíduos e não como organização partidária, sendo que o movimento não deve servir como projeção de certas candidaturas ou cultos de personalidade nem apoiar nenhuma candidatura a cargos em empresas ou no Estado. Prezamos a prática da luta horizontal, apartidária, autônoma e anticapitalista pautada em um transporte público de tarifa zero.

Somos formados por estudantes e trabalhadores, mas acreditamos que o MPL tem que se esforçar para ampliar ao máximo possível a sua base social, incluindo várias categorias de trabalhadores, mantendo sempre a perspectiva de descentralização da luta e da luta autônoma, afastando qualquer possibilidade de arrogância política e mistificação da sigla. Também acreditamos que o MPL deve fazer com que, no transporte coletivo, as lutas de usuários e trabalhadores sejam integradas, assumindo o antagonismo social aos empresários e gestores públicos em uma luta anticapitalista.

Temos o princípio da rotatividade e prezamos pela socialização dos conhecimentos. Significa que reconhecemos que as pessoas têm maiores ou menores habilidades em algumas tarefas ou atividades, mas procuramos não depender das pessoas que têm conhecimentos específicos, promovendo a aprendizagem a quem se interessar. Por exemplo, quem entende melhor de diagramação gráfica se dispõe a ensinar outras pessoas, e também a aprender alguma outra atividade na qual não tem tanta habilidade, assim como há pessoas que falam melhor em público e outras que são mais tímidas, as quais são estimuladas a participar (dentro dos seus limites) de eventos públicos. Acreditamos que o princípio da transparência de informações é de imensa importância.

Ainda acreditamos que é necessário um esforço para se atingir o consenso, para que a ideia e a prática da coletividade sejam reforçadas e ampliadas e para que o debate não seja obstruído. Questões de princípio devem ser consensuais, mas questões menores podem ser submetidas à votação. E acreditamos que a existência de tendências não prejudica a luta pela tarifa zero. A existência de tendências não deve ser impedida, mas valorizada como fonte de debates. Mas acreditamos que a tentativa de militantes individuais de voltar recorrentemente às mesmas questões já discutidas ou deliberadas prejudica o andamento da luta. Somos um grupo ainda pequeno e, por isso, não temos dificuldade em chegar a consensos.

Assumindo uma contribuição no debate nesse momento tão específico e delicado do MPL, vemos que há vários desafios que por enquanto vale a pena serem enfrentados. Ainda insistimos em não deixar o movimento sucumbir a certas práticas e seguiremos defendendo a luta autônoma e anticapitalista. O Tarifa Zero Goiânia, ainda que de acordo com várias críticas, não assina o atestado de óbito do movimento, vendo que ainda é possível e necessário se reestruturar a federação. O MPL está em coma, mas ainda não morreu.

susto1

Este artigo foi publicado originalmente no site Passa Palavra (disponível aqui).

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