O aumento vem aí! É hora de sairmos às ruas para barrá-lo!


Segundo reportagem publicada pelo jornal O Popular, de 15 de maio de 2013, assinada por Vandré Abreu, no dia 16 de maio haverá uma reunião da CDTC sobre o aumento da tarifa na Região Metropolitana de Goiânia. A reportagem pode ser conferida abaixo.

Mas o que nos salta aos olhos nesta reportagem é a função de fachada que cumpre a Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC) em relação às empresas da Rede Metropolitana do Transporte Coletivo (RMTC). Enquanto já havia uma reunião marcada, com envio de ofícios, e um novo preço pré-estipulado, a CMTC informou à reportagem que não fora realizado o cálculo a ser apresentado na reunião de amanhã na CTDC. O argumento de “erro de comunicação” demonstra, na verdade, que não há comunicação alguma sobre os dados financeiros e operacionais do sistema coletivo de transporte da Região Metropolitana de Goiânia. A não ser a comunicação anual de que a tarifa irá aumentar, apesar da péssima qualidade dos serviço, dos ônibus superlotados, atrasados…

As empresas – HP, Reunidas, Rápido Araguaia e Cootego – que exploram este serviço essencial à população e a CMTC agem em conjunto para a obtenção de lucros, que só não se sabe o montante exato pela falta de comunicação à população. O direito de acesso à cidade e seus serviços ficam desta forma submetidos aos interesses empresariais dos capitalistas de Goiânia e região. E o órgão público responsável pela fiscalização destas empresas age em conjunto com elas. Será que é a CMTC que realmente está gerindo o sistema de transporte coletivo da Região Metropolitana de Goiânia? Ou será que as empresas têm a CMTC como uma fachada “pública” para dar legalidade a seus interesses privados?

No dia 08 de maio a manifestação da Frente Contra o Aumento (da qual o Tarifa Zero também faz parte) parou o centro da capital contra o aumento (como pode ser lido aqui). Amanhã, dia 16, está marcada uma nova manifestação à frente do colégio Lyceu, no centro da capital, às 07h00, para barrarmos mais um aumento abusivo.

Todos à rua contra o aumento!

Fogo na catraca e Tarifa Zero já!

Crônica de um aumento anunciado

Reunião define aumento na tarifa.

vendedor sitpass
Vendedor de Sitpass mostra bilhete: reajuste da tarifa do transporte coletivo deve valer a partir de segunda-feira

Duas semanas depois da greve dos motoristas de ônibus, os nove componentes da Câmara Deliberativa de Transporte Coletivo (CDTC) devem definir no fim da tarde de amanhã, na sede da Secretaria de Estado de Desenvolvimento da Região Metropolitana (SEDRM), o reajuste na tarifa do transporte coletivo. A passagem deve ser aprovada no valor de 3 reais nos ônibus convencionais e 1,50 real no Eixo Anhanguera, válidos a partir de segunda-feira. O reajuste chega a cerca de 11% e teria sido motivado, principalmente, pela variação no preço do óleo diesel, de 16% no último ano. Os números ainda não foram confirmados oficialmente.

A reunião para a recomposição da tarifa, que é prevista no contrato de concessão com as empresas do transporte coletivo, ocorrerá exatamente 14 dias após a greve dos motoristas de ônibus. Os funcionários paralisaram suas atividades e prejudicaram a locomoção de milhares de pessoas na Grande Goiânia nos dias 2 e 3 de maio. Ao final do movimento, conseguiram aumento de 9% no salário e 25% no tíquete alimentação. A possibilidade de reajuste da tarifa foi antecipada pelo POPULAR, na edição do dia 4, mostrando que o aumento concedido aos motoristas poderia servir de pretexto para alteração no preço da passagem. Na semana passada, estudantes e usuários do transporte coletivo realizaram manifestação no Centro da capital questionando o aumento. O último reajuste ocorreu há um ano. Em 20 de maio do ano passado começou a vigorar o preço atual, de 2,70 reais.

A reunião de amanhã tem apenas dois pontos como pauta: a recomposição tarifária e “outros assuntos de interesse da CDTC”. A Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC) afirma que a recomposição tarifária é prevista na cláusula 24 do contrato com as empresas. Para o reajuste, a própria CMTC deve realizar um estudo que verifica diversos itens, como a recomposição salarial dos funcionários, os gastos com a frota de ônibus e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O órgão municipal informa que um estudo já foi realizado e entregue para a Agência Goiana de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos (AGR), que aprecia se o relatório está em conformidade com as regras.

A AGR analisa o estudo e o leva para a reunião na CDTC, da qual também é membro. Os nove componentes têm poder de voto igualmente e definem se o reajuste será ou não aprovado. No entanto, extraoficialmente, as empresas do transporte coletivo de Goiânia confirmam que já existe um acordo para o reajuste. Além da CMTC, AGR e SEDRM, participam da CDTC as prefeituras de Goiânia, Aparecida de Goiânia e Senador Canedo – que representa as demais 16 prefeituras da região metropolitana -, a Secretaria Municipal de Trânsito, Transporte e Mobilidade (SMT), Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano Sustentável (Semdus) e um representante da Assembleia Legislativa, o deputado Talles Barreto (PTB).

Confusão

Todos os representantes foram convocados para a reunião pela Secretaria da Região Metropolitana na segunda-feira e confirmaram a presença. No início da tarde de ontem, a CMTC era o único órgão que negava a existência da reunião e dizia que o estudo do reajuste tarifário não havia nem mesmo começado. Informada pelo POPULAR da existência dos ofícios confirmado a reunião, houve uma mudança de versão e a justificativa do órgão é que teria ocorrido um erro de comunicação. A CMTC diz que o estudo do reajuste é enviado a todos os componentes da CDTC para que possam avaliar o seu teor.

A mudança do valor da passagem para 3 reais já era temida pelos usuários do transporte coletivo da região metropolitana de Goiânia, já que a fixação de reajustes tornou-se usual depois de movimentos salariais dos motoristas do sistema.

Nos últimos dois anos não houve greve oficial dos funcionários, principalmente por causa da disputa entre o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado de Goiás (Sindittransporte), que representa a categoria oficialmente, e o Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo de Goiânia e Região Metropolitana (Sindicoletivo). Neste ano, o Sindicoletivo criticou o acordo trabalhista feito pelo Sindittransporte com o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de Goiânia (Setransp).

Setransp avisa Procon sobre possível falta de Sitpass

O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de Goiânia (Setransp) se reuniu na manhã de segunda-feira com o Procon Goiânia para informar sobre uma possível falta de passagens de transporte coletivo, o Sitpass, na capital. Segundo o diretor-geral do Procon Goiânia, Miguel Tiago, o sindicato pediu orientação ao órgão e se eximiu da responsabilidade caso os usuários não encontrem a passagem. O fato se repete todos os anos, sempre que há o reajuste, pois os vendedores guardam as passagens no preço antigo para vender no preço maior.

De acordo com Miguel Tiago, o Setransp não poderia emitir mais passagens no caso de falta no mercado porque entraria no jogo dos revendedores, deixando com que eles estoquem os bilhetes. O Procon Goiânia avisou ao Setransp para aumentar o rigor na fiscalização dos revendedores cadastrados, que podem até mesmo perder o direito deste serviço caso descumpram as regras. Além disso, o sindicato deve orientar estes revendedores a não repassar uma grande quantidade de passagens para uma mesma pessoa, evitando que esta se torne um vendedor clandestino.

Em relação ao aumento da tarifa no transporte coletivo para R$ 3,00, Miguel Tiago afirmou que o Procon Goiânia está atento a tudo o que possa prejudicar o consumidor. No entanto, o diretor-geral diz que não tem clareza se o órgão vai ter “espaço para debater o assunto” ou mesmo acesso às planilhas que confirmam o reajuste. No ano passado, quando a tarifa passou de R$ 2,50 para R$ 2,70, o Ministério Público de Goiás pediu à Companhia Metropolitana do Transporte Coletivo (CMTC) a planilha do estudo sobre o reajuste para que fosse analisado. Na ocasião, o reajuste foi mantido.

Dificuldade

A reportagem do POPULAR saiu às ruas e entrevistou os usuários do transporte coletivo. A maioria dos abordados já utiliza o Cartão Fácil – cartão de crédito que pode ser recarregado em posto de autoatendimento, terminais e site. Dos oito usuários que utilizam Sitpass, apenas um relatou dificuldade para comprar as passagens.

“Estou comprando na entrada do terminal, na guarita. O vendedor de quem eu costumava comprar falou que não tinha mais bilhetes”, informou a vendedora Larene Caldeira.

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