Agradecimento aos companheiros de luta


Independente do Estado ou cidade, quando a tarifa do transporte coletivo aumenta a população sempre fica insatisfeita. Em alguns lugares esta insatisfação aparece somente por meio de reclamações constantes, em outros, com alguns movimentos sociais ou coletivos mais organizados, em pequenos ou grandes atos.

Mesmo que por meios diferentes, o que se estabelece na população é a resistência. Resistência daqueles que estão cansados de gastar cerca de um terço de seu salário para poder circular pela cidade, resistência daqueles que podem deixar de comer para arcar com os “poucos centavos” a mais, resistência daqueles que questionam o controle do transporte coletivo por empresas, por fim, resistência daqueles que questionam a exploração capitalista.

Em alguns lugares onde esta resistência é ativa, o poder público, aliado às empresas que controlam o transporte coletivo, tenta impedir a todo custo as manifestações contra o aumento. Em Goiânia, se pensarmos em termos quantitativos e qualitativos, não podemos comparar as mobilizações contra o aumento com as realizadas em cidades como São Paulo, Florianópolis, Vitória, Belém e tantas outras. Mas no entanto ela existe.

Basta lembrarmos das manifestações espontâneas da população goianiense e da região metropolitana que ao longo do ano de 2011 parou, em momentos distintos, variados terminais ou linhas de ônibus; daqueles que, mesmo sendo funcionários da CMTC, denunciaram as irregularidades cometidas pelas empresas; das pessoas que “pularam a catraca” e foram presas ou mesmo assassinadas; dos estudantes que saíram às ruas; por fim, dos motoristas e trabalhadores anônimos que se somam nesta luta.

Em maio de 2012, a Frente Contra o Aumento tentou realizar um Ato/Panfletagem contra o aumento da tarifa.  Mesmo que o número de manifestantes não fosse grande, o ato foi brutalmente impedido pela polícia, com o saldo de 3 companheiros presos que responderiam processo judicial por desacato à autoridade.

Sendo a primeira audiência adiada, as consequências deste “quase” ato nos atormentavam até ontem, quando ocorreu a segunda audiência.

Conseguimos que o processo fosse extinto e que os companheiros não mais fossem criminalizados por lutar contra o aumento da tarifa. Lutar não é crime, lutar é um direito e um dever dos explorados.

Nós, do Tarifa Zero Goiânia, gostaríamos de agradecer aos advogados que acompanharam tanto a primeira, quanto a segunda etapa deste processo, e também a todos aqueles que nos apoiaram nestes meses e participaram da luta contra a criminalização do movimento.

Sem a solidariedade aos companheiros de luta, não teríamos conseguido.

A Luta continua!

Tarifa Zero Goiânia

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