Dia de reclamação de usuários


O primeiro dia útil após aumento na tarifa foi de questionamento sobre qualidade no serviço.

Malu Longo, de O Popular, 22/05/12.

O primeiro dia de trabalho após o aumento da passagem do transporte coletivo na rede metropolitana da capital foi de reclamação. Os usuários, que tiveram de pagar mais R$ 0,20 pela tarifa, que subiu de R$ 2,50 para R$ 2,70 no domingo, questionaram a relação reajuste e qualidade. Para a maioria, embora a reforma dos terminais tenha favorecido a movimentação dos passageiros, os ônibus e os serviços da Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC) estão longe de atender a expectativa.

A costureira Neuzira Teodoro, de 50 anos, moradora da Vila Alzira, precisa passar pelo Terminal do Cruzeiro do Sul pelo menos uma vez por semana quando vai ao Centro de Atenção Integral à Saúde (Cais) do Bairro Nova Era. “É um absurdo esse aumento porque não temos qualidade. O prédio do terminal foi reformado, mas as condições dos ônibus são as mesmas. São poucos veículos para muita gente e ninguém respeita as filas. Para uma pessoa como eu, que tem problema na coluna e não consegue se movimentar rápido, é um problema”, contou.

Ontem, um dos funcionários do Terminal Isidória que trabalha na bilheteria estava às voltas com a falta de troco. Segundo ele, os R$ 50,00 em moedas de R$ 0,10 e R$ 0,05 recebidos no início da manhã tinham acabado em uma hora e ele foi obrigado a ouvir a reclamação dos usuários. “Não temos moeda, o que posso fazer?” O aposentado José Limírio de Oliveira, de 59, tirou 5 reais da carteira para duas passagens quando foi lembrado do reajuste. “É o costume, né?” e, sem moedas, deu uma nota de 10 reais ao bilheteiro.

A acadêmica de Psicologia Vannúbya Arcanjo, de 20, costuma usar quatro ônibus diariamente. Ontem, ela não escondia o aborrecimento. “A passagem é cara para os ônibus que temos, sempre lotados. Eles reajustam a tarifa, mas a qualidade é a mesma. “A única coisa que melhorou até agora foram os terminais, mas os ônibus…”, concordou o auxiliar de produção Rogério Silva de Oliveira, que pega dois ônibus diariamente. “Não precisava disso.”

O reajuste de 8% na tarifa foi decidido na quinta-feira pela Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo (CDTC). Na sexta-feira, após o anúncio da decisão, o Ministério Público enviou um ofício à CMTC requisitando as planilhas de custos, com informações técnicas e econômicas que justifiquem o reajuste. A promotoria pediu retorno num prazo máximo de cinco dias.

Foto de Domício Gomes.

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